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Quarta-feira, 18.09.19

Farmácia portátil

No museu da farmácia podemos observar uma farmácia portátil, um exemplar requintado do mobiliário russo do século XIX, da autoria do alemão heinrich gambs que trabalhava para a corte russa em 1789, abrindo uma oficina de móveis em são petersburgo, que rapidamente se tornou das mais prestigiadas casas de mobiliário; entre os seus distintos clientes esteve a futura imperatriz maria feodorovna, esposa do imperador da Rússia, paulo I.
Gambs fabricou móveis para os palácios de pavlovsk, czarskoe ou o palácio de inverno de são petersburgo. Ornamentado com embutidos e incrustações em madrepérola, este pequeno armário contém no seu interior vários compartimentos onde se encaixam vasos de cerâmica e madeira decorados com as armas imperiais da Rússia. Cada vaso é identificado com uma numeração à qual devia corresponder uma substância medicinal. Num ano que assinala os 240 anos de relações diplomáticas entre Portugal e a Rússia,é válida uma visita ao museu.

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por palavrasesentidos às 11:39

Quinta-feira, 12.09.19

Casa Tait - os caminhos do romântico

A casa Tait, também chamada Quinta do Meio, foi adquirida em 1900 por william tait, um negociante de vinho do Porto possuidor de uma fortuna considerável e que se dedicou ao estudo da fauna e da flora, tendo introduzido algumas espécies vegetais no país e cuja última proprietária, muriel tait,  a vendeu à câmara municipal do Porto no intuito de a transformar em espaço verde púbico, espaço esse que integra o centro de interpretação dos caminhos do romântico, dando a conhecer os três percursos que integram esses caminhos Porto do romantismo: arqueologia rural e industrial e a fábrica de massarelos e o prestígio da burguesia.
Em cada um destes percursos pedonais é sintetizada a essência de uma das épocas mais interessantes da história da cidade, permitindo aprender e descobrir um pouco mais o que era o Porto de oitocentos, o Porto romântico e burguês, rural e industrial. A maqueta da zona ocidental do Porto, concebida especificamente para o centro de interpretação dos caminhos do romântico, fala-nos deste Porto cheio de contrastes. A casa, com janelas apenas do lado do rio, dá-nos uma panorâmica privilegiada sobre o Douro.

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por palavrasesentidos às 15:47

Domingo, 08.09.19

Chico Buarque - Para todos

Assisti hoje a um programa maravilhoso na Tv Globo, sobre a carreira de Chico Buarque e outros convidados como Maria Bethânia, Milton Nascimento a cantar com Carminho e tantos outros grandes da música. A fechar esta bela canção, onde fala de tantos autores e cantores conhecidos.

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por palavrasesentidos às 17:34

Domingo, 08.09.19

Primeiro amor (original)

O primeiro amor ficou para sempre gravado no meu coração e mesmo passados tantos anos ainda o recordo. Conheci-o no dia do meu 17º aniversário, soube há pouco tempo que já não está entre nós, mas continua a povoar os meus sonhos, mesmo acordada, tantas quantas as vezes que desejo lembrá-lo.
Apesar do amor ser uma constante na minha vida a todos os niveis, esse amor romântico  que me despertou para a vida e me fazia entrar no arco iris da minha imaginação nunca saiu do meu coração. 
Espero que, ao juntar-me a ele noutra dimensão, o possa amar com a alma com a mesma intensidade e imortalizar a nossa história.

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por palavrasesentidos às 09:01

Segunda-feira, 02.09.19

História de Raven e Woodhouse

 

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por palavrasesentidos às 13:17

Domingo, 01.09.19

Cheiros que transporto da minha infância (original)

 

Na minha opinião o sentido que nos traz mais recordações da nossa infância é o olfato, que funciona como banda sonora das nossas lembranças e vivências.
Parafraseando pedro barroso, que  admiro muito e servindo-me duma frase que serve de refrão a uma das belas canções que escreveu, "quando desfolho o livro velho da memória"... hoje, e porque não conseguia dormir por ter sido apanhada por uma constipação, dei por mim a folhear esse velho livro que sempre me acompanha e os cheiros que me vinham à memória traduzem bem toda uma vida tão longínqua mas que não se apaga.nunca.
Vou começar pelo memória mais antiga de todas, quando aos cinco, seis anos brincava no jardim infantil do palácio de cristal e pasmem, ainda me lembro da cara das empregadas que nos punham nos baloiços, de bata azul e sorrios rasgados de muita ternura e cumplicidade de tal forma marcante que hoje ainda recordo com a maior nitidez; o cheiro das bananas e bolacha maria que faziam parte do meu lanche e que saboreava quando os retirava de uma bolsinha vermelha que usava a tiracolo e que, sentada junto a um lago que havia no recinto, forrado a azulejos com motivos infantis, saboreava como de um manjar se tratasse..
A seguir lembro o cheiro das gavetas da minha avó que guardavam fotos antigas e uma coleção de caixinhas muito bonitas e que fazendo parte do imaginário dela, faziam as minhas delícias sempre que lhe pedia para as ver; recordo o cheiro da roupa a secar ao sol no quintal, palco das minhas brincadeiras,  de uma frescura sem nome.
Lembro o cheiro a cera que invadia a escadaria da minha casa e que dava uma frescura impar a toda a casa.
Lembro o cheiro da lareira quando ia para as vindimas numa aldeia da região do  Douro,, chamada vilarinho de cotas. e onde o cheiro que saia das telhas vãs das casas térreas se espalhava pela aldeia, o cheiro do caldo de feijão que fumegava nas malgas e serviam de ceia aos trabalhadores que labutavam todo o dia e se reuniam no alpendre no final do dia na casa dos caseiros; o cheiro do vinho a  ser transportado do lagar para os toneis que ficavam na adega bem por baixo do quarto onde dormia.
E o pão de 4 cantos de favaios, comido de manhã ao pequeno almoço, que o padeiro nos trazia à porta, montado no seu burrito, ainda hoje sinto aquele cheiro
As pessoas crescidas  falam muito das recordações do passado talvez por o futuro já não ser muito longo. Foi bom recordar.
O video que apresento foi só um suporte para ilustrar algumas memórias, nada tendo de pessoal.

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por palavrasesentidos às 05:21

Quinta-feira, 29.08.19

Full album - Marco Paulo (2019)

 

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por palavrasesentidos às 15:53

Quarta-feira, 28.08.19

Bárbara Tinoco - Antes dela dizer que sim

 

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por palavrasesentidos às 11:15

Segunda-feira, 26.08.19

Mãe e filho em (original)

Mais um passeio em dia de verão; neste caso na bela Foz do Douro

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por palavrasesentidos às 13:20

Sábado, 24.08.19

A moleirinha - Guerra Junqueiro

Pela estrada plana,

Guerra Junqueiro (1850 - 1923)
(Do livro de leitura da 4ª classe de 1951)

Pela estrada plana toc, toc, toc
Guia o jumentinho uma velhinha errante
Como vão ligeiros, ambos a reboque,
Antes que anoiteça, toc, toc, toc
A velhinha atrás, o jumentinho adiante!...

Toc, toc, a velha vai para o moinho,
Tem oitenta anos, bem bonito rol!...
E contudo alegre como um passarinho,
Toc, toc, e fresca como o branco linho,
De manhã nas relvas a corar ao sol.

Vai sem cabeçada, em liberdade franca,
O jerico ruço duma linda cor;
Nunca foi ferrado, nunca usou retranca,
Tange-o, toc, toc, moleirinha branca
Com o galho verde duma giesta em flor.

Vendo esta velhita, encarquilhada e benta,
Toc, toc, toc, que recordação!
Minha avó ceguinha se me representa...
Tinha eu seis anos, tinha ela oitenta,
Quem me fez o berço fez-lhe o seu caixão!...

Toc, toc, toc, lindo burriquito,
Para as minhas filhas quem mo dera a mim!
Nada mais gracioso, nada mais bonito!
Quando a virgem pura foi para o Egipto,
Com certeza ia num burrico assim.

Toc, toc, é tarde, moleirinha santa!
Nascem as estrelas, vivas, em cardume...
Toc, toc, toc, e quando o galo canta,
Logo a moleirinha, toc, se levanta,
Pra vestir os netos, pra acender o lume...

Toc, toc, toc, como se espaneja,
Lindo o jumentinho pela estrada chã!
Tão ingénuo e humilde, dá-me, salvo seja,
Dá-me até vontade de o levar à igreja,
Baptizar-lhe a alma, prà fazer cristã!

Toc, toc, toc, e a moleirinha antiga,
Toda, toda branca, vai numa frescata...
Foi enfarinhada, sorridente amiga,
Pela mó da azenha com farinha triga,
Pelos anjos loiros com luar de prata!

Toc, toc, como o burriquito avança!
Que prazer d'outrora para os olhos meus!
Minha avó contou-me quando fui criança,
Que era assim tal qual a jumentinha mansa
Que adorou nas palhas o menino Deus...

Toc, toc, é noite... ouvem-se ao longe os sinos,
Moleirinha branca, branca de luar!...
Toc, toc, e os astros abrem diamantinos,
Como estremunhados querubins divinos,
Os olhitos meigos para a ver passar...

Toc, toc, e vendo sideral tesoiro,
Entre os milhões d'astros o luar sem véu,
O burrico pensa: Quanto milho loiro!
Quem será que mói estas farinhas d'oiro
Com a mó de jaspe que anda além no Céu!

 

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por palavrasesentidos às 08:13


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