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Quarta-feira, 30.11.16

20 anos Porto Património da Unesco

Volvidos 20 anos desde 1996, quando o Porto foi oficialmente reconhecido como Património da UNESCO a cidade foi palco de grandes eventos, capital europeia da cultura e sede de um europeu de futebol, entre outros.  
Esta designação atribuída pressionou a classe política a reabilitar o centro histórico e a respeitar o passado e as marcas que a história deixou na cidade, bem como ajudas internacionais para essa reabilitação ser possível.
Entre 1990 e 1999, a divulgação do Porto foi feita junto de algumas entidades internacionais para conseguir, através de uma medida europeia, pacote Delors, investimentos para, por exemplo, recuperar uma zona abandonada e degradada a Viela do Anjo em pleno centro histórico.
Jacques Delors, presidente da Comissão Europeia, veio ao Porto e visitou esse quarteirão.
Dois anos após o estatuto da UNESCO, o Porto recebeu a Cimeira Ibero-Americana, um evento que  juntou 21 países e trouxe Fidel Castro pela primeira vez ao Porto, foram várias as consequências positivas para a cidade, como a recuperação da Alfândega do Porto, que era um edifício vazio e a cair, se  transformasse num museu de transportes e num centro de congressos.
Dois anos após a cimeira, a Capital Europeia da Cultura em 2001, fez com que, a par do grande projeto da Casa da Música e da divulgação cultural, a cidade se comprometesse a de cuidar dos seus espaços culturais.
Houve uma série de estruturas a merecer reabilitação: o Teatro Rivoli, o Coliseu, o Teatro Nacional de São João, o Teatro do Campo Alegre, entre outros.
A Biblioteca Municipal Almeida Garrett nasce nesta altura e as ruas do centro histórico, Clérigos e envolventes, Rua do Almada, Rua de Sá da Bandeira, caminhos do Romântico e D. Pedro V, foram revitalizadas.

Houve ainda tempo para Portugal ser o país anfitrião do Campeonato Europeu de Futebol, em 2004. O maior evento desportivo realizado pelo país não deixou a cidade indiferente: reabilitou-se a zona das Antas e inaugurou-se o Estádio do Dragão.
Ao mesmo tempo   foi criada a SRU (Sociedade de Reabilitação Urbana), em 2004, e atuou em várias partes da cidade e do centro histórico, como as Cardosas, Carlos Alberto, D. João I e Clérigos.
Mudou a atitude das pessoas face à zona histórica do Porto, que foi estruturada e melhorada; as mudanças procuraram facilitar a vida às pessoas e elas próprias tornaram-se um motor de mudança na cidade.

 

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por palavrasesentidos às 13:42

Terça-feira, 29.11.16

O "meu" Natal

Caminhamos a passos largos para a data festiva que é, sem dúvida, das mais importantes a nível familiar.
Como adorava o tempo natalício, muito antes começava a imaginar como iria decorar a casa, comprar os presentes para os meus entes queridos, preparar tudo para que o Natal de cada ano fosse superior ao passado.
Na minha juventude gostava de percorrer as ruas da baixa, feericamente iluminadas e com música alusiva, que imprimiam uma vida muito própria à minha  linda e Invicta cidade do Porto. Respirava-se alegria e felicidade nessa quadra.
Ao final da tarde, como me sabia bem passear-me e ficar impregnada desse espírito de Natal. O meu coração transbordava de sensações que me deixavam maravilhada.
Quando começamos a ver lugares vazios na mesa  e no nosso coração, a lei da vida assim o determina, quando os mimos e o colinho começam  a falhar e desaparecem, aí essa magia perde grande parte do seu sentido e o calor e alegria vão esmorecendo.
Hoje em dia, com a família reduzida, o meu Natal é passado num lugar público, onde posso encontrar gente, cor e a alegria que me faltam.
Feliz Natal para todos.

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por palavrasesentidos às 21:19

Segunda-feira, 28.11.16

Marcelo Rebelo de Sousa em Guimarães 2016

 

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por palavrasesentidos às 17:50

Segunda-feira, 28.11.16

Visita dos Reis de Espanha ao Porto - Nov. 2016

 

 

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por palavrasesentidos às 12:35

Domingo, 27.11.16

Free ftom Harm

 

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por palavrasesentidos às 18:02

Domingo, 27.11.16

Owl lovers

 

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por palavrasesentidos às 16:11

Domingo, 27.11.16

Natal da minha juventude

 

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por palavrasesentidos às 16:03

Sábado, 26.11.16

Amadeo de Souza Cardoso

 

Nasceu a 14 de Novembro de 1887, em Manhufe,  concelho de Amarante e morreu a 25 de Outubro de 1918 em Espinho, vitimado pela febre pneumónica, tão usual na época.
É pioneiro da pintura modernista do princípio do século XX. Em 1905 matriculou-se em Arquitetura, em Lisboa, mas quando partiu para Paris, no ano seguinte, escolheu a pintura. Realizou a primeira exposição no seu atelier  juntamente com o pintor italiano Modigliani, de quem se tornou amigo, bem como Robert Delaunay, Juan Gris e Max Jacob, entre outros.

Expõe em Berlim, publica o álbum XX Dessins, ilustra o manuscrito de La légende, de Flaubert, e em 1913 é selecionado para participar na exposição que dá a conhecer o modernismo europeu aos Estados Unidos - o Armory Show. Amadeo incorpora na sua pintura elementos das novas tendências,  o expressionismo, cubismo, futurismo, abstracionismo, bem como elementos da arte africana, da tapeçaria oriental, da iluminura, da ilustração. Do cubismo passa para o expressionismo alemão em Máscara de Olho Verde (1914).
Durante a Primeira Grande Guerra refugiou-se em Amarante. A presença de Sonia e Robert Delaunay, em Vila do Conde, a contemporaneidade do movimento do Orpheu e do Futurismo, de artistas como Eduardo Viana, Almada Negreiros e Santa-Rita Pintor, criaram um momento especial na pintura portuguesa desses anos conturbados. Na pintura o Cristo Vermelho, de 1918, e nos últimos quadros, sintetiza as várias estéticas que utilizou, integrando elementos picturais da imagística popular.

O Museu Nacional de Soares dos Reis, no Porto, vai recriar a única exposição de Amadeo de Souza Cardoso, a par de um ciclo de conferências dedicadas a Amadeo para festejar a efeméride, que decorreu em 1916, nos jardins de Passos Manuel no Porto. Foi totalmente feita e organizada pelo pintor nos mais ínfimos pormenores.

Foi neste contexto que Almada Negreiros escreveu, num manifesto de apoio à mostra de 1916, que "a Descoberta do Caminho Marítimo p'rá Índia é menos importante do que a Exposição de Amadeo de Souza Cardoso na Liga Naval de Lisboa".

Das  obras expostas no Porto há 100 anos, vão estar aproximadamente 70% das obras identificadas a partir dos catálogos originais.

A exposição vai procurar articular a pintura com os espaços expositivos, o Jardim Passos Manuel, que foi demolido e deu lugar ao Coliseu do Porto, e a Liga Naval de Lisboa, palácio Calhariz-Palmela, no largo Calhariz, atualmente uma agência da Caixa Geral de Depósitos.

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por palavrasesentidos às 10:14

Quinta-feira, 24.11.16

Mosteiro da Serra do Pilar

Património da Humanidade, no cimo de uma escarpa da serra do Pilar sobre o rio Douro, em frente à cidade do Porto, encontra-se o Mosteiro que começou a ser construído em 1538, projeto da autoria de Diogo de Castilho e João de Ruão, tendo terminado por volta de 1670, devido a problemas financeiros dos monges e a situação política da altura, o reino de Portugal que passou para o domínio de Espanha. Este facto é visível na santa padroeira do mosteiro, Nossa Senhora do Pilar, santa espanhola. Foi criado para albergar os frades agostinhos do Mosteiro de Grijó. Mais tarde, durante a guerra, com os ataques que sofreu, ficou em ruínas até que em 1834, com a criação da Real Irmandade de Nossa Senhora do Pilar, e posteriormente do grupo de amigos do Mosteiro da Serra do Pilar, em 1925, se recuperou o conjunto museológico. A igreja de planta circular, é uma réplica da igreja de Santa Maria Redonda, em Roma, com  a abóbada rodeada por um varandim, o claustro também é circular, com 36 colunas jónicas, único exemplar em Portugal. No interior, são de salientar as esculturas de madeira policromada, setecentistas, de Santa Eulália, Santa Apolónia e Santo Agostinho.
Os 100 degraus que conduzem ao zimbório e à varanda de 360.º que rodeia a cúpula redonda da igreja, sendo os últimos 53 degraus uma escada em caracol, levam também às vistas naravilhosas de toda a marginal ribeirinha do Porto e Gaia até à Ponte da Arrábida, o centro histórico com destaque para a Sé Catedral e Ponte D. Luis I. Na direcção oposta avista-se a zona das Fontainhas e a Ponte de S. João. 
Durante as invasões francesas, em 1809, o mosteiro foi ocupado pelas tropas de Wellington, onde planearam o ataque à cidade do Porto.
Em 1832, durante o Cerco do Porto, foi reconhecido o valor militar do local e o convento foi transformado num ponto de resistência das tropas liberais de D Pedro IV, que defenderam a cidade   das forças absolutistas de D. Miguel.
No início do século XX, tornou-se numa caserna militar e está atualmente sob a responsabilidade do Regimento da Artilharia da Serra do Pilar.

Está em estudo eventuais intervenções a realizar num ícone do Património Industrial Mundial, classificado pela UNESCO, e integrado na recente denominação “Centro Histórico do Porto, Ponte Luiz I e Mosteiro Serra do Pilar” aprovada por esta organização. Pretende-se ainda discutir eventuais alternativas em termos de travessia do Rio Douro, que possam responder ao aumento do fluxo de pessoas entre margens e ao impacto do turismo.

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por palavrasesentidos às 11:14

Quinta-feira, 17.11.16

Igreja dos Clérigos

A bela igreja dos Clérigos, estilo barroco, obra de Nicolau Nasoni, foi construída na primeira metade do séc. XVIII, entre 1732 e 1749 ficando situada no coração da cidade do Porto, na rua com o mesmo nome. A  sua planta oval, invulgar, tem o seu interior decorado por talha dourada em estilo joanino. O retábulo da capela-mor é em estilo rococó, composto por mármores de quatro cores, numa genial conjugação de granito, mármore e talha dourada, o que a torna  num dos mais belos templos barrocos e, por isso uma referência da cidade. Atualmente, a par das cerimónias religiosas, podemos assistir a eventos culturais, como concertos de órgão, orquestras e coros, o que constitui uma atração turística de grande relevo.
As obras de restauro na Igreja puseram a descoberto, junto ao altar-mor, uma cripta do século XVIII contendo pelo menos 20 corpos. Admite-se que um deles possa pertencer ao famoso arquiteto italiano que há mais de 250 anos projetou o templo e a torre anexa, com mais de 76 metros de altura e servida por uma escada em espiral com 240 degraus. O assento da morte de Nicolau Nasoni regista o seu sepultamento na Igreja dos Clérigos, não referindo porém o local exato. Arqueólogos, antropólogos e historiadores trabalham  em conjunto para desvendar o enigma dos Clérigos.

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por palavrasesentidos às 19:14

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