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Sexta-feira, 20.01.17

Florbela Espanca


Florbela Espanca, batizada como Flor Bela Lobo, e que opta por se autonomear Florbela d'Alma da Conceição Espanca, poetisa portuguesa, nascida a 8 de dezembro de 1894 em Vila Viçosa, Alentejo, e falecida a 8 de dezembro de 1930 em Matosinhos
Embora tenha vivido apenas trinta e seis anos, estes foram plenos, tumultuosos, inquietos e recheados de sofrimentos íntimos que soube transformar em poesia da mais alta qualidade, carregada de erotização, e feminilidade. Na biblioteca com o seu nome, em Matosinhos, pode ler-se a sua obra, tão caraterística por ser eivada de sentimentos contraditórios e muito profundos.
A sua vida foi pautada por infortúnios vários que desde muito cedo a marcaram.
Filha bastarda de Antónia da Conceição Lobo e de João Maria Espanca. O seu pai herdou a profissão de sapateiro, mas exerceu as mais diversas profissões, como antiquário, negociante de cabedais, desenhista, pintor, fotógrafo e cinematografista.
O seu pai era casado com Mariana do Carmo Toscano. Apesar da sua esposa ser estéril, João Maria teve filhos de um caso extraconjugal, com autorização de sua mulher, e assim nasceram Florbela e, três anos depois, Apeles, ambos filhos de Antónia da Conceição Lobo, e registados como filhos ilegítimos de pai incógnito. João Maria Espanca criou-os na sua casa, e, apesar de Mariana ter passado a ser madrinha de batismo dos dois, João Maria só reconheceu Florbela como a sua filha em cartório dezoito anos após a sua morte.
Florbela frequentou a escola primária em Vila Viçosa. Foi nessa época que passou a assinar os seus textos como Flor d’Alma da Conceição. As suas primeiras composições poéticas datam dos anos 1903 e 1904. O poema "A Vida e a Morte", o soneto em redondilha maior em homenagem ao irmão Apeles e um poema escrito por ocasião do aniversário do pai "No dia d'anos". Em 1907, Florbela escreveu o seu primeiro conto "Mamã!" No ano seguinte, faleceu a sua mãe, Antónia, com apenas vinte e nove anos.
Florbela ingressou então no liceu masculino André de Gouveia em Évora, onde permaneceu até 1912. Foi uma das primeiras mulheres em Portugal a frequentar o curso secundário. Durante os seus estudos arequisitou diversos livros na biblioteca pública de Évora, obras de Balzac, Dumas, Camilo Castelo Branco, Guerra Junqueiro, Almeida Garrett.
Em 1913 casou-se em Évora com Alberto de Jesus Silva Moutinho, seu colega da escola. O casal morou primeiro em Redondo, instalando-se em 1915 na casa dos Espanca em Évora, em virtude das dificuldades financeiras por que passaram.
Em 1916, de volta a Redondo, a poetisa reuniu uma seleção da sua produção poética desde 1915, inaugurando assim o projeto Trocando Olhares. A coletânea de oitenta e cinco poemas e três contos serviu-lhe mais tarde como ponto de partida para futuras publicações. Na época, as primeiras tentativas de promover as suas poesias falharam.
No mesmo ano, Florbela iniciou-se como jornalista em Modas & Bordados (suplemento de O Século de Lisboa), em Notícias de Évora e em A Voz Pública, também eborense. A poetisa regressou de novo a esta cidade em 1917. Completou o 11º ano do Curso Complementar de Letras e matriculou-se na faculdade de direito da Universidade de Lisboa. Foi uma das catorze mulheres entre trezentos e quarenta e sete alunos inscritos.
Um ano mais tarde, a escritora sofreu as consequências de um aborto involuntário, que lhe teria infetado os ovários e os pulmões. Repousou em Quelfes (Olhão), onde apresentou os primeiros sinais sérios de neurose.
Em 1919 saiu a sua primeira obra, Livro de Mágoas, um livro de sonetos. Um ano mais tarde, ainda casada, a escritora passou a viver com António José Marques Guimarães, alferes de Artilharia da Guarda Republicana.
Em meados de 1920 interrompeu os estudos na faculdade de Direito, e em Junho de 1921 casa finalmente com António Guimarães. O casal passou a residir no Porto, mas, no ano seguinte, transferiu-se para Lisboa, onde Guimarães se tornou chefe de gabinete do Ministro do Exército.
A 1 de Agosto de 1922, a recém fundada Seara Nova publicou o seu soneto "Prince charmant…", dedicado a Raul Proença. Em Janeiro de 1923 veio a lume a sua segunda coletânea de sonetos, Livro de Sóror Saudade, edição paga pelo pai da poetisa. Para sobreviver, Florbela começou a dar aulas particulares de português.
Uns anos depois, divorciou-se pela segunda vez. Esta situação abalou-a muito. Em 1925, a poetisa casou com o médico Mário Pereira Lage, que conhecia desde 1921 e com quem vivia desde 1924. O casamento decorreu em Matosinhos, no Distrito do Porto, onde o casal passou a morar a partir de 1926.
Em 1927 a autora principiou a sua colaboração no jornal D. Nuno de Vila Viçosa, dirigido por José Emídio Amaro. Naquele tempo não encontrava editor para a coletânea Charneca em Flor. Preparava também um volume de contos, provavelmente "O Dominó Preto", publicado postumamente apenas em 1982. Começou a traduzir romances para as editoras Civilização e Figueirinhas do Porto.
No mesmo ano, Apeles Espanca, o irmão da escritora, faleceu num trágico acidente de avião. A sua morte foi devastadora para Florbela. Em sua homenagem, Florbela escreveu o conjunto de contos "As Máscaras do Destino", volume publicado postumamente em 1931. Entretanto, a sua doença mental agravou-se bastante. Em 1928 teria tentado o suicídio pela primeira vez.
Em 1930 Florbela começou a escrever o seu Diário do Último Ano, publicado só em 1981, colaborou também na revista Civilização e no Primeiro de Janeiro, ambos do Porto.
Florbela tentou o suicídio por duas vezes mais em outubro e novembro de 1930, na véspera da publicação da sua obra-prima, Charneca em Flor. Após o diagnóstico de um edema pulmonar, a poetisa perdeu definitivamente a vontade de viver. Não resistiu à terceira tentativa do suicídio, falecendo em Matosinhos, no dia do seu 36º aniversário, em 1930. A causa da morte foi a sobredose de barbitúricos.
A poetisa teria deixado uma carta confidencial com as suas últimas disposições, entre elas, o pedido de colocar no seu caixão os restos do avião pilotado por Apeles quando sofreu o acidente. O seu corpo jaz, desde 17 de maio de 1964, no cemitério de Vila Viçosa, a sua terra natal.
Em 1949 a Câmara Municipal de Lisboa homenageou a poetisa dando o seu nome a uma rua junto à Avenida da Igreja, em Alvalade.
Autora polifacetada: escreveu poesia, contos, um diário e epístolas; traduziu vários romances e colaborou ao longo da sua vida em revistas e jornais de diversa índole, Florbela Espanca antes de tudo é poetisa. É à sua poesia, quase sempre em forma de soneto, que ela deve a fama e o reconhecimento. A temática abordada é principalmente amorosa. O que preocupa mais a autora é o amor e os ingredientes que romanticamente lhe são inerentes: solidão, tristeza, saudade, sedução, desejo e morte. A sua obra abrange também poemas de sentido patriótico, inclusive alguns em que é visível o seu patriotismo local: o soneto "No meu Alentejo" é uma glorificação da terra natal da autora.
Somente duas antologias, Livro de Mágoas e Livro de Sóror Saudade, foram publicadas em vida da poetisa. Outras, Charneca em Flor, Juvenília e Reliquiae saíram só após o seu falecimento.
A prosa de Florbela exprime-se através do conto, em que a figura do irmão da poetisa é dominante, de um diário, que antecede a sua morte, e em cartas várias. Algumas peças da sua correspondência são de natureza familiar, outras tratam de questões relacionadas com a sua produção literária. Nas diferentes manifestações epistolares sobressaem qualidades que nem sempre estão presentes na restante produção em prosa, naturalidade e simplicidade.
António José Saraiva e Óscar Lopes na sua História da Literatura Portuguesa descrevem Florbela Espanca como sonetista de "laivos anterianos" e semelhante a António Nobre. Admitem que foi uma das mais notáveis personalidades líricas isoladas, pela intensidade de um emotivo erotismo feminino, sem precedentes entre nós portugueses.
Como afirmam vários estudiosos da sua pessoa e obra, Florbela surge desligada de preocupações de conteúdo humanista ou social. Insere-se no seu mundo pequeno burguês, como evidencia nos vários retratos que de si faz ao longo dos seus escritos. Não manifesta interesse pela política ou pelos problemas sociais. Afirma-se conservadora. O seu egocentrismo, que não retira beleza à sua poesia, é por demais evidente para não ser referenciado praticamente por todos.
Os excessos verbais da escritora são provocados pela sua imoderação para exprimir uma paixão. A sua exaltação do amor fraternal é considerada fora do comum; esses limites alargados na expressão do amor, da amizade e das afeições, são na obra florbeliana uma constante.

 

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por palavrasesentidos às 21:44

Quarta-feira, 18.01.17

Casa da Música

A Casa da Música é a principal sala de concertos dedicada à divulgação da música no Porto, localizada na Avenida da Boavista.
Foi projetada pelo arquiteto holandês Rem Koolhaas, como parte do evento Porto Capital Europeia da Cultura em 2001, Porto 2001, mas a construção só se concluiu em 2005, transformando-se imediatamente num ícone da cidade, apesar de algumas opiniões contraditórias.
O concerto do dia de abertura ocorreu dia 14 com os Clã e Lou Reed, mas o espaço só foi inaugurado oficialmente no dia 15 de abril de 2005, pelo Presidente da República Jorge Sampaio. Várias entidades políticas e civis estiveram presentes para o concerto, dado pela Orquestra Nacional do Porto.
A Casa da Música foi construída junto da Praça de Mouzinho de Albuquerque, lugar onde antes existia um edifício dos STCP usado para recolha e reparação de carros elétricos que circulavam pela cidade.

A construção do edifício trouxe novos desafios à engenharia, de maneira a conseguir a forma geométrica ímpar que o edifício tem. Os trabalhos de engenharia estiveram a cargo das empresas Ove Arup de Londres em conjunto com associados, no Porto.
A arquitetura do edifício foi aclamada internacionalmente. Nicolai Ouroussoff, crítico de arquitetura do New York Times, classificou-a como o projeto mais atraente que o arquitecto Rem Koolhaas já alguma vez construiu; e compara-a ainda ao exuberante projeto do Museu Guggenheim de Bilbao do arquiteto Frank Gehry. O aspeto original do edifício, faz com que seja uma das mais importantes salas de espetáculos construída nos últimos 100 anos em comparação à sala de espetáculos Walt Disney Concert Hall, em Los Angeles e ao auditório da Berlim Philharmonic.
A Casa da Música possui dois auditórios principais, embora outras áreas do edifício possam ser adaptadas para concertos ou espetáculos variados como oficinas, atividades educacionais,entre outros.
O auditório grande tem uma capacidade inicial de 1 238 lugares, mas pode variar de acordo com a ocasião.
O auditório pequeno é flexível, com uma média de 300 lugares sentados e 650 lugares de pé, dependendo do tamanho e da localização do palco, da disposição das cadeiras, da presença e do tamanho do equipamento de som e de gravação,
No topo do edifício, existe um terceiro espaço para espetáculos, projetado para 250 lugares.
No Restaurante Casa da Música pode apreciar-se uma cozinha com assinatura de autor, inspirada no mundo, confecionada com ingredientes de qualidade, permitindo uma variedade enorme de escolhas.

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por palavrasesentidos às 15:48

Domingo, 15.01.17

Perfume


O perfume é uma mistura de óleos essenciais aromáticos, álcool e água, utilizado para proporcionar um agradável e duradouro aroma principalmente, ao corpo humano. Seu nome deriva do latim per fumum, e significa através da fumaça.
A arte da feitura de perfumes começou no Egito por volta de 2.000 AC. Os primeiros clientes foram os faraós e os membros importantes da corte, logo, o uso do perfume difundiu-se, num agradável toque de frescor.
A necessidade de contar com essências refrescantes tornou-se tão fundamental que a primeira greve da história da humanidade foi protagonizada pelos soldados do faraó Seti I, que pararam de fornecer unguentos aromáticos. Pouco depois, coube ao faraó Ramsés II enfrentar uma revolta de peões em Tebas, que estavam indignados com a escassez de rações de comida e de unguentos.
O químico árabe, Al-Kindi (Alkindus), escreveu no século IX um livro sobre perfumes chamado Livro da Química de Perfumes e Destilados, que continha centenas de receitas de óleos de fragrâncias, salves, águas aromáticas. O livro também descrevia cento e sete métodos e receitas para a perfumaria, inclusivé alguns dos instrumentos usados na produção de perfumes, que ainda hoje conservam denominações árabes, como alambique.
O médico e o químico persas Muslim e Avicenna introduziram o processo de extração de óleos de flores através da destilação, o processo mais comumente utilizado hoje em dia. As primeiras experiências foram com as rosas. Até descobrirem perfumes líquidos, feitos de mistura de óleo e ervas ou pétalas amassadas, que resultavam numa mistura forte. A água de rosas era mais delicada, e logo se tornou popular. Ambos os ingredientes experimentais e a tecnologia da destilação influenciaram a perfumaria ocidental e desenvolvimentos científicos, principalmente na química.
A partir de Espanha, foi introduzido em toda a Europa a indústria dos perfumes durante o Renascimento. Foi na França, a partir do século XIV, onde se cultivavam flores, que ocorreu o grande desenvolvimento da perfumaria, permanecendo desde então como o centro europeu de pesquisas e comércio de perfumes.
O perfumista usa a fantasia e o nariz, (internacionalmente designado por nose), para criar fragrâncias marcantes, que podem reunir até 300 matérias-primas. É capaz de distinguir mais de 3 mil cheiros e consegue combiná-los numa quantidade ilimitada de fórmulas. A força de um perfume depende da concentração de extrato aromático e das matérias-primas usadas em sua composição. Transformar esse mix em sucesso está nas mãos dessa categoria restrita e valiosa de profissionais, que ganha salários astronómicos para desenvolver essências sob encomenda. O bom nariz desenvolve-se desde a infância. Existe uma ligação muito forte entre as coisas que acontecem durante a vida e os cheiros que acompanham a vivência
A força de um perfume depende, essencialmente da concentração de matérias-primas utilizadas. Do ponto de vista técnico, consiste na mistura de vários ingredientes voláteis dissolvidos em álcool, que se espalham no ar em temperaturas normais. Pela origem, a palavra perfume aplica-se somente ao tipo de composição que contém a mais alta proporção de extrato aromático, com o menor teor de álcool possível. As outras combinações quase sempre levam um pouco de água na fórmula. Essa concentração, portanto, é um fator determinante na nomenclatura. É comum ouvir falar em fragrâncias com forte ou fraco poder de fixação, ou seja que persistem ou não, por várias horas. Mas o efeito não é mérito de um agente fixador, como há quem acredite. Na verdade, a fixação deve-se às notas de base ou de fundo; são ingredientes mais densos e persistentes, capazes de atuar na composição, de modo a proporcionar uma difusão mais lenta.
Os perfumes foram desde sempre um complemento de embelezamento na toilette, especialmente para as mulheres.

 

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Domingo, 15.01.17

Son tus perfumenes mujer - Carlos Mejia Godoy

 

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por palavrasesentidos às 14:26

Sábado, 14.01.17

A lenda do Vinho do Porto

Os apreciadores deste delicioso néctar, em elevado número pelo mundo fora, com certeza desconhecem a lenda que a ele está associado.

Em 1679, um barco com um carregamento de vinho do porto saiu da cidade do Porto com destino a Londres, mas no meio da viagem o barco foi atacado por piratas, o que era habitual na época, e a muito custo navegou para alto mar.

Após uma violenta tempestade, o barco afastou-se muito da sua rota, e o capitão decidiu fundear em S. João da Terra Nova para reabastecer e a tripulação descansar de tantas vicissitudes.
Impossibilitados de prosseguir viagem devido ao rigor do inverno,  só na primavera seguinte se fizeram de novo ao mar. Finalmente, ao chegar a Londres verificaram, com espanto, que a estadia demorada na Terra Nova tinha dado ao vinho um aroma e sabor diferentes e muito agradável.
A partir daí, a companhia proprietária do carregamento passou a enviar por ano, grandes quatidades de vinho para envelhecer na Terra Nova. Surgiu assim este celebrado porto e esta espantosa lenda perpetuada nos rótulos das garrafas.

O  Vinho do Porto é um vinho natural e fortificado, produzido exclusivamente a partir de uvas tintas provenientes da região demarcada do Douro, no norte de Portugal a cerca de 100 km a leste da cidade do Porto, uma região de paisagens imponentes e muito bonitas.

O processo de produção começa com a seleção de várias castas tradicionais, normalmente da região  duriense, com características marcantes que conferem uma identidade singular ao vinho, como o aroma e doçura. A seguir, é adicionada uma quantidade de aguardente vínica, especialmente selecionada. O elevado teor de álcool da aguardente faz com que a fermentação seja interrompida, eliminado todo o tipo de leveduras responsáveis pelo processo de conversão do açúcar em álcool, produzindo um vinho equilibrado e de sabor único, que tão dignamente nos representa.

 

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por palavrasesentidos às 11:48

Sexta-feira, 13.01.17

Serralves

A Casa de Serralves mandada construir pelo 2.º Conde de Vizela, Carlos Alberto Cabral, industrial aristocrata, que herdou a casa de seu pai em 1923 e cujo projeto é da autoria  do arquiteto Marques da Silva, considerado um exemplar único de Art Déco em Portugal, fica situada no Parque de Serralves, na freguesia de Lordelo do Ouro, na cidade do Porto. 

A Fundação foi criada em 1989 e o objetivo foi sensibilizar o público para a arte contemporânea e o ambiente. Até à abertura do Museu de Arte Contemporânea, em 1999, a Casa de Serralves acolhia as exposições realizadas pela Fundação. 

Em 1996, a Casa de Serralves foi classificada como imóvel de interesse público devido à sua arquitetura.
O Parque de Serralves resulta de processos de desenho paisagístico ao longo de mais de um século, constituindo vestígios de um jardim do século XIX, Quinta do Mata-Sete, Jardim da Casa de Serralves, paisagem do Museu de Arte Contemporânea de Serralves.
O projecto para o jardim da Casa de Serralves foi encomendado pelo Conde de Vizela ao arquiteto Jacques Gréber em 1932. As obras da casa e jardins foram concluídas em 1940.
Em 1944 o Conde de Vizela instala-se finalmente em Serralves mas, cerca de dez anos mais tarde, vê--se obrigado a vender a propriedade a Delfim Ferreira, Conde de Riba de Ave, havendo a restrição de que a propriedade não podia ser objeto de qualquer transformação. Até aos anos 80 o espaço permaneceu inacessível ao público até que, em 1986, o Estado, na pessoa da Secretária da Cultura, adquire a quinta aos herdeiros de Delfim Ferreira permitindo a sua abertura à cidade, tornando-se o centro de um projeto que culminou na instalação de um dos mais importantes pólos culturais e artísticos da península Ibérica, envolvendo a casa, os jardins, a quinta, e um Museu de Arte Contemporânea.
Mais tarde, um novo edifício do museu de Serralves é construído, projetado pelo arquiteto Siza Vieira, implantando-se sobre a horta e pomar do antigo jardim, que obrigou a um redesenho dos espaços exteriores desta zona da propriedade, cujo projeto foi executado pelo arquiteto paisagista João Gomes da Silva. Para obviar a perda da horta primitiva foi construído, num ponto mais baixo do terreno, um jardim de plantas aromáticas.
Atualmente é pertença da Fundação de Serralves, que detém o Museu de Arte Contemporânea de Serralves.

Todos os anos a Fundação implementa as non-stop 24 horas de Serralves, o que permite a toda a população visitá-la gratuitamente, usufruindo de todo o calendário artístico e cultural e enriquecer o conhecimento.

 

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Terça-feira, 10.01.17

Fausto Papetti - 15 êxitos

 

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Segunda-feira, 09.01.17

O MAR (original)

A minha relação com ele nem sempre foi a melhor; dizem-me que em criança, quando regressava da praia, ficava inquieta e excitada, o que dava origem a um choro compulsivo e sem razão aparente; hoje em dia o efeito é inverso, junto dele sinto-me invadida por uma calma imensa e, sempre que tenho algum sobressalto emocional, corro para ele para buscar a paz de que necessito. O solilóquio que mantenho é para mim muito benéfico e tranquilizador, nessas ocasiões em que necessito de desabafar e, apesar de não haver resposta real, sinto-a na alma.
A sua imensidão é avassaladora e bela ao mesmo tempo, originando uma sensação de paz interior indescritível.
A linha do horizonte a tocar a água, num abraço, traz de volta a minha estabilidade e, de novo estou pronta para mais uma caminhada...
Tudo o que era negativo quando o visitei ficou lá depositado e foi levado para longe.

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por palavrasesentidos às 04:43

Domingo, 08.01.17

Seu Jorge e Ana Carolina - É isso aí

 

É isso aí
Como a gente achou que ia ser
A vida tão simples é boa
Quase sempre

É isso aí
Os passos vão pelas ruas
Ninguém reparou na lua
A vida sempre continua
Eu não sei parar de te olhar
Eu não sei parar de te olhar
Não vou parar de te olhar
Eu não me canso de olhar
Não sei parar
De te olhar
É isso aí
Há quem acredite em milagres
Há quem cometa maldades
Há quem não saiba dizer a verdade
É isso aí
Um vendedor de flores
Ensinar seus filhos a escolher seus amores
Eu não sei parar de te olhar
Não sei parar de te olhar
Não vou parar de te olhar
Eu não me canso de olhar
Não vou parar de te olhar
É isso aí
Há quem acredite em milagres
Há quem cometa maldades
Há quem não saiba dizer a verdade
É isso aí!
Um vendedor de flores
Ensinar seus filhos a escolher seus amores
Eu não sei parar de te olhar
Eu Não sei parar de te olhar
Não vou parar de te olhar
Eu não me canso de olhar
Não vou parar de te olhar

 

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por palavrasesentidos às 14:01

Quarta-feira, 04.01.17

D. Pedro IV doa o seu coração ao Porto

 

 

O coração que D. Pedro IV, Rei de Portugal e Imperador do Brasil, doou ao Porto, está guardado a cinco chaves, na Igreja da Lapa, no Porto desde 1837 sendo precisas seis pessoas para chegar ao relicário que o guarda, envolvendo uma complexa operação, como aconteceu em 2009.

O “Rei Soldado” morreu em Queluz em Setembro de 1834 e o seu coração chegou ao Porto em Fevereiro de 1835. Foi doado à cidade como gratidão pela resistência do Porto na luta das forças liberais contra as tropas absolutistas de D. Miguel, irmão de D. Pedro IV.

 A grande empatia e gratidão que sentia pelo Porto, leva-o, logo após a vitória liberal, a honrar a cidade com a sua visita. O período de permanência na urbe (26 de Julho a 6 de Agosto) foi preenchido por diversas cerimónias civis, religiosas e militares. Destaca-se a entrega das chaves da cidade, pelo Presidente da Câmara, à Rainha. A cerimónia terminava com uma oração de graças e um "Te Deum", na Igreja da Lapa.
Em 14 de Janeiro de 1837, um decreto redigido por Almeida Garrett e assinado pela rainha D. Maria II, adicionava novos elementos às Armas do Porto; este acontecimento determinava que "as armas sejam esquarteladas com as do reino e tenham ao centro, num escudete de púrpura o coração de oiro de D.Pedro, sobrepojadas por uma coroa de duque, tendo por timbre o dragão negro das antigas armas dos senhores reis destes reinos, e junte aos seus títulos o de Invicta."

Foi este o último sinal de reconhecimento do monarca pelo esforço dos portuenses, ao serviço do país.

 

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