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Quinta-feira, 30.03.17

Lojas que resistem ao tempo

No Porto há ainda lojas tradicionais e autênticas, que gozam de boa saúde e que se têm adaptado aos tempos modernos.
Desde 1948, a Casa Crocodilo deve o seu nome ao réptil que dá as boas vindas a partir do teto da loja. Está situada na Rua Cimo de Vila, nas traseiras da Estação de S. Bento, uma zona dedicada a lojas de artigos de pele que, aos poucos vão dando lugar a outro tipo de negócios. São especialistas em solas e couros, produzindo-os e reparando-os e vendem diversos artigos de marroquinaria como carteiras, porta-moedas, cintos, porta-chaves, luvas e as populares pantufas da Serra da Estrela feitas de pele de ovelha, tão confortáveis e quentinhas.
A Escovaria de Belomonte, fundada em 1927, é uma loja/oficina localizada na rua com o mesmo nome, muito perto da confluência da Rua das Flores com o Largo de S. Domingos. Produz e vende escovas de todos os tipos e de usos domésticos e profissionais variados, como roupa, sapatos, cabelo, barba, e uma escova de ourives usada para polir jóias, feita com fios de latão tão finos que consegue ser mais suave que uma escova de bébé. À entrada, encontramos logo uma série de vassouras que, segundo se diz, inspiraram a escritora J.K. Rowling para criar as vassouras, Moontrimmer e Nimbus 2000 da saga Harry Potter.
Na Casa Mousinho, na Rua Mouzinho da Silveira muito perto da Praça do Infante e da Ribeira, começaram, em 1961, a vender tecidos variados e bandeiras, até que se dedicaram em exclusivo a este negócio, de todos os tamanhos, de uma face ou duas, bordadas, estampadas, em cetim ou tecido simples, de todos os países do mundo, de associações, estandartes, bandeirolas, galhardetes, almofadas, bandeirinhas de clubes de futebol. E se não houver o artigo desejado, fazem-no por encomenda.
A Casa Hortícola, faz parte do Mercado do Bolhão situando-se num dos torreões, da Rua Sá da Bandeira. Abriu em 1921, ocupando o espaço que pertencera à Salsicharia Internacional e, no espaço que parece ser de uma joalharia, vende todo o tipo de sementes, bolbos, plantas, flores e produtos para jardinagem. Aqui podemos encontrar sementes de todo o mundo e também os clássicos portugueses do Norte como a penca de Natal ou a couve da Póvoa.
Belos exemplos de que a antiguidade é um posto a respeitar.

 

casa crocodilo

   

   Casa Crocodilo

Vassoureiro

  Escovaria de Belmonte

Casa das Bandeiras

  Casa Mousinho

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  Casa Hortícola

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por palavrasesentidos às 20:11

Quarta-feira, 29.03.17

Amarelo - mascote de escola

 

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por palavrasesentidos às 19:29

Quarta-feira, 29.03.17

Abraço


O abraço  suscita um bem estar enorme, com ele sentimos a proximidade do outro, identificando-o como nosso semelhante.
Está comprovado cientificamente, com investigações da Universidade de Carolina do Norte, que mesmo breve, um abraço pode reduzir os níveis de  cortisol, que geram o stress, como também baixa a pressão arterial.
Porque não abraçamos mais? é um gesto tão simples  e que dado ou recebido nos traz uma sensação tão extraordinária.
Há abraços de amor, amizade ou de solidariedade para alguém que precisa desse mimo.
Em crianças, este sinal de afeto dado pelo pai ou mãe é o suficiente para nos dar toda a coragem de que precisamos e/ou para nos aliviar de qualquer dor ou mal estar.
Nos tempos de hoje, com o proliferar das redes sociais, há uma  noção falsa de proximidade, esquecendo-nos do contacto real com as pessoas que nos rodeiam.
Somos formatados para não demonstrar as nossas fraquezas e emoções, fazendo-nos crer que, assim, nos tornamos vulneráveis; nada mais falso.
Abracem sem receio, quantas pessoas neste momento estarão ávidas de um gesto seu, sozinhas, mas haverá outras que não estando sós, vivem uma solidão acompanhada, que a meu ver é muito pior.

 

 

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por palavrasesentidos às 14:00

Sexta-feira, 24.03.17

Raúl Brandão

Raúl Germano Brandão nasceu na Foz do Douro, na cidade do Porto, a 12 de março de 1867, e morreu em Lisboa a 5 de dezembro de 1930, com 63 anos de idade, deixando uma extensa obra literária e jornalística. Foi militar e, quando se reformou do posto de capitão, dedicou-se ao jornalismo e à literatura, escrevendo livros, como Húmus, a sua obra-prima, ou peças de teatro como O Gebo e a Sombra, que impressionaram várias gerações até aos nossos dias. Sem nunca ter escrito poesia, a sua escrita é predominantemente poética, e a condição humana é o tema profundo da sua obra, simbolista-decadentista no início, com História de um Palhaço, impressionista no final, quando escreve Os Pescadores e As Ilhas Desconhecidas, considerado um dos melhores livros de viagens de todos os tempos na literatura portuguesa. As suas Memórias,  que  se apresentam reunidas num único volume, são uma das grandes referências nacionais neste género literário.

Descendente de pescadores, o mar foi um tema recorrente da sua obra.
Depois de uma passagem menos feliz por um colégio do Porto, Raul Brandão gravita para o grupo dos nefelibatas,e desperta para o mundo das letras e publica as suas primeiras obras. Em 1891, terminado o curso secundário e depois de uma breve passagem, pela Faculdade de Letras, inicia uma carreira militar. Paralelamente, mantém uma carreira de jornalista e vai publicando extensa obra literária. Colabora no semanário O Micróbio e nas revistas Brasil-Portugal, Revista Nova  e Serões.

Raul Brandão visitou os Açores no verão de 1924, no âmbito das visitas dos intelectuais então organizadas sob a égide dos autonomistas. Dessa viagem resultou a publicação da obras As ilhas desconhecidas, Notas e paisagens, uma das obras que mais influíram na formação da imagem interna e externa dos Açores. Basta dizer que é em As ilhas desconhecidas que se inspira o conhecido código de cores das ilhas açorianas: Terceira, ilha lilás; Pico, ilha negra; S. Miguel, ilha verde...
Em 1950, a Câmara Municipal de Lisboa homenageou o escritor dando o seu nome a uma rua na zona de Alvalade.
Tem uma biblioteca com o seu nome em Guimarães.

Este ano comemoram-se os 150 anos do seu nascimento.

 

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por palavrasesentidos às 09:57

Quinta-feira, 23.03.17

Dia Internacional do Teatro

O teatro surge na Grécia com o chamado “ditirambo”, um tipo de procissão informal que servia para homenagear o deus do vinho, Dionisio. Mais tarde o “ditirambo” evoluiu, tinha um coro formado por coreutas e pelo corifeu,que cantavam, dançavam, contavam histórias e mitos relacionados a Deus. A grande inovação deu-se quando se criou o diálogo entre coreutas e o corifeu. Cria-se assim a ação na história e surgem os primeiros textos teatrais.
Muitas das tragédias gregas foram escritas por Ésquilo, Sófocles e Eurípedes.
A principal obra de Ésquilo, Prometeu Acorrentado, contava factos sobre os deuses e os mitos; Sófocles  escreveu Édipo Rei, que tratava as grandes figuras reais; Eurípides, As Troianas, falava dos renegados, dos vencidos e foi considerado o pai do drama.
Aristófanes e a Comédia, é considerado o maior representante da comédia antiga.
Muito se discute a origem do teatro grego e, consequentemente, das tragédias. A primeira versão argumenta que a tragédia, e o teatro, nasceram das celebrações e ritos a Dionísio, o deus campestre do vinho. Em tais festividades, as pessoas bebiam vinho até ficarem embriagadas, o que lhes permitia entrar em contato com o deus homenageado. Homens fantasiados de bodes (em grego, tragos) encenavam o mito de Dionísio e da dádiva dada por ele à humanidade, o vinho. Esta é a conceção mais aceite atualmente, pois explica o significado de tragédia com o bode, presente nas celebrações dionisíacas.
Outra versão relaciona o teatro com os mistérios de Eleusis, uma encenação anual do ciclo da vida, isto é, do nascimento, crescimento e morte. A semente era o ponto principal dos mistérios, pois a morte da semente representava o nascimento da árvore, que por sua vez traria novas sementes. A dramatização dos mistérios permitiria o desenvolvimento do teatro grego e da tragédia.
Uma outra conceção diz que o nascimento da tragédia, é de que o teatro nasceu como homenagem ao herói dório Adrausto, que permitiu o domínio dos dórios sobre os demais povos indo-europeus que habitavam a península. O teatro seria a dramatização pública da saga de Adrausto e seu triste fim.
A origem e evolução do teatro, conduz-nos a um denominador comum da tragédia: o métron de cada um. Parte da conceção grega do equilíbrio, harmonia e simetria, defende que cada pessoa tem um métron, uma medida ideal. Quando alguém ultrapassava seu métron, acima ou abaixo, estaria a tentar equiparar-se aos deuses e receberia por parte deles a "cegueira da razão". Uma vez cego, esse acabaria por vencer sua medida inúmeras vezes até que caísse em si, prestes a conhecer um destino do qual não pudesse escapar.
O teatro surgiu a partir do desenvolvimento do homem, através das suas necessidades. O homem primitivo era caçador e selvagem, por isso sentia necessidade de dominar a natureza. Assim, surgem invenções como o desenho e o teatro na sua forma mais primitiva. O teatro primitivo era uma espécie de danças dramáticas coletivas que abordavam as questões do dia a dia, um ritual de celebração, agradecimento ou perda. Estas pequenas evoluções deram-se com o passar de vários anos. Com o tempo, o homem passou a realizar rituais sagrados na tentativa de acalmar os efeitos da natureza, harmonizando-se com ela.
O Dia Mundial do Teatro é celebrado no dia 27 de Março e foi criado pelo Instituto Internacional do Teatro em 1961.
Shakespeare, Molière, e o nosso Gil Vicente, foram nomes grandes da dramatulurgia e teatro. Embora houvesse manifestações teatrais antes da noite de 7 para 8 de Junho de 1502, data da primeira representação do "Auto do Vaqueiro" ou "Auto da Visitação", nos aposentos da rainha D. Maria, mulher de D. Manuel, para celebrar o nascimento do príncipe, o futuro D. João III, esta representação é considerada como o marco de partida da história do teatro português, à qual assistiram além do rei e da rainha, D. Leonor, viúva de D. João II, e D. Beatriz, mãe do rei.
Com o surgimento da civilização egípcia os pequenos rituais tornaram-se grandes rituais formalizados e baseados em mitos. Cada mito conta como uma realidade. Os mitos possuíam regras, de acordo com o que propunha o estado e a religião, a história do mito em ação, ou seja, em movimento. Estes rituais propagavam as tradições e serviam para o divertimento e a honra dos nobres.
No século XIX havia uma preocupação obsessiva com a autenticidade de cenários, até mesmo cavalos vivos subiam ao palco. O desenvolvimento tecnológico modificou todo o aparato técnico que cercava o espetáculo, luzes, cenários, som e efeitos especiais diversos.
Entendia-se os recursos cénicos como meios para colocar o ator no foco das atenções e  a iluminação como principal criadora de ambiência, num cenário vazio e abstrato. Os cenários tornaram-se cada vez mais detalhados e toda a tentativa de abstração ou simbolismo foi condenada, como expressão de formalismo burguês e vazio, algo bem comum na época.
Hoje em dia, entre adaptações de clássicos, textos originais ou peças escritas recentemente, pode esperar-se uma visão heterogénea daquilo que pode ser o teatro contemporâneo que se vai fazendo pelo País.
Soam as pancadas de Molière, o pano sobe e o sonho começa.

 

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 O interior do Comédie-Française em Paris, (França), onde se pode ver o palco, os camarotes, galerias e fosso da orquestra, a partir de uma aguarela do século XVIII.

 

 

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por palavrasesentidos às 19:38

Quarta-feira, 22.03.17

Dia da Água

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por palavrasesentidos às 17:03

Segunda-feira, 20.03.17

The Ausangate Rainbow Mountains - Peru

 

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Segunda-feira, 20.03.17

Primavera

Chegou a Primavera, e com ela a renovação da natureza em todo o seu esplendor. Ela traz-nos de novo a frescura das flores e o canto dos pássaros.
Desejo a todos uma renovação total das vossas vidas.

 

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por palavrasesentidos às 15:05

Segunda-feira, 20.03.17

Dia da Felicidade

Felicidade, palavra abstrata que move o ser humano, todos a desejam mas alcançá-la em toda a plenitude é impossível.
Somos felizes, porque estamos vivos, porque amamos e somos amados, porque temos alguns momentos alegres que vão intercalando com outros mais difíceis; isto tudo faz parte da vida e devemos encará-la de forma serena.
Infelizmente, hoje em dia, há quem considere que ser feliz é ter o último modelo de carro, é ter uma super casa e muito dinheiro.
Como é falso este conceito, a felicidade como tudo que é importante na nossa vida, está dentro de nós, na nossa maneira  de sentir e SER.
Vivam este dia na maior felicidade.

 

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por palavrasesentidos às 10:56

Domingo, 19.03.17

Power ranger

 

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