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Os avós têm um impacto enorme na vida dos netos, o bem mais precioso nas suas vidas, que os amam acima de tudo e de todos, de maneira diferente do que amaram o próprios filhos pois encontram-se numa fase de vida mais disponível e sem a responsabilidade do aspeto educativo, que tiveram outrora.
Para as crianças que têm a sorte de com eles conviver, é uma bênção, as duas gerações completam-
-se de tal forma que se tornam inseparáveis.
Da minha experiência pessoal, a minha avó era a minha confidente, a minha companheira, que estava sempre ali para me escutar e dar atenção; falava-lhe das minhas aventuras amorosas na adolescência como se fosse uma amiga da minha idade.
Dormíamos no mesmo quarto, em camas separadas, mas a meio da noite, metia-me na dela para aquele aconchego que só ela sabia dar-me. E em dias de tempestade ou trovoada, o meu medo era tal, que logo pulava para o seu lado e lá permanecíamos muito abraçadas, era o meu porto de abrigo nessas ocasiões.
Quando faleceu, muito velhinha, eu já era mulher feita e ainda conheceu os bisnetos.
Num estudo realizado, feito pela Universidade de Basileia, na Suiça, ficou provado que os avós que convivem com os netos vivem mais tempo.
O estudo que envolveu 500 investigadores, chegou à conclusão que o apoio emocional que dão aos netos aumenta a sua esperança de vida.
Compreende-se perfeitamente que assim seja, numa fase mais adiantada das nossas vidas ter o privilégio de conviver com seres tão maravilhosos como são as crianças e jovens só pode trazer muita alegria e saúde, é um benefício mútuo.
Lamento não ter essa vivência, que ia adorar.