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Sexta-feira, 24.03.17

Raúl Brandão

Raúl Germano Brandão nasceu na Foz do Douro, na cidade do Porto, a 12 de março de 1867, e morreu em Lisboa a 5 de dezembro de 1930, com 63 anos de idade, deixando uma extensa obra literária e jornalística. Foi militar e, quando se reformou do posto de capitão, dedicou-se ao jornalismo e à literatura, escrevendo livros, como Húmus, a sua obra-prima, ou peças de teatro como O Gebo e a Sombra, que impressionaram várias gerações até aos nossos dias. Sem nunca ter escrito poesia, a sua escrita é predominantemente poética, e a condição humana é o tema profundo da sua obra, simbolista-decadentista no início, com História de um Palhaço, impressionista no final, quando escreve Os Pescadores e As Ilhas Desconhecidas, considerado um dos melhores livros de viagens de todos os tempos na literatura portuguesa. As suas Memórias,  que  se apresentam reunidas num único volume, são uma das grandes referências nacionais neste género literário.

Descendente de pescadores, o mar foi um tema recorrente da sua obra.
Depois de uma passagem menos feliz por um colégio do Porto, Raul Brandão gravita para o grupo dos nefelibatas,e desperta para o mundo das letras e publica as suas primeiras obras. Em 1891, terminado o curso secundário e depois de uma breve passagem, pela Faculdade de Letras, inicia uma carreira militar. Paralelamente, mantém uma carreira de jornalista e vai publicando extensa obra literária. Colabora no semanário O Micróbio e nas revistas Brasil-Portugal, Revista Nova  e Serões.

Raul Brandão visitou os Açores no verão de 1924, no âmbito das visitas dos intelectuais então organizadas sob a égide dos autonomistas. Dessa viagem resultou a publicação da obras As ilhas desconhecidas, Notas e paisagens, uma das obras que mais influíram na formação da imagem interna e externa dos Açores. Basta dizer que é em As ilhas desconhecidas que se inspira o conhecido código de cores das ilhas açorianas: Terceira, ilha lilás; Pico, ilha negra; S. Miguel, ilha verde...
Em 1950, a Câmara Municipal de Lisboa homenageou o escritor dando o seu nome a uma rua na zona de Alvalade.
Tem uma biblioteca com o seu nome em Guimarães.

Este ano comemoram-se os 150 anos do seu nascimento.

 

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